Oportunidades para profissionais mais experientes

E muitos têm dificuldade de interagir com este novo cenário. Muitos não estão percebendo nem que o cenário mudou. Muitos questionam que não conseguem mais empregos ou oportunidades profissionais.

Que os jovens têm mais oportunidades. Ou que um relacionamento pessoal acabou, ou está acabando por culpa do outro. O que está acontecendo?

A humanidade vive um momento de grandes mudanças. Vivemos a sociedade da informação e do conhecimento. Quando trabalhamos com conhecimento, trabalhar e aprender se tornam necessariamente uma coisa só.

Nesta nova economia, o trabalhador pensa, comunica, interage, identifica coisas novas, estuda para se adaptar a elas, aplica o aprendizado, que dará um novo resultado, modificando o cenário inicial. Tendo que aprender de novo.

O grande desafio é desenvolver novas competências para superar este novo cenário que se impõe, para que sejamos os causadores das mudanças e não reagentes e seguidores das mudanças geradas por outros.

Nós, seres humanos, somos feitos para o aprendizado. A criança aprende a andar, falar ou a dominar as relações espaciais necessárias. Infelizmente nossa sociedade é orientada para controlar, e não para aprender.  Não é desenvolvida a curiosidade natural e impulso para aprender.

Erradamente muitos de nós acreditamos que deve estudar e se preparar até os 20 anos de vida. Já fiz a faculdade. Agora tá bom. Vou aplicar o que aprendi no restante da minha vida. Vou conviver com as mesmas pessoas. Vou estar nos mesmos lugares. Sem informações novas.

Como se só vivêssemos até esta idade. A expectativa de vida hoje é de cerca de 65 anos para o homem e 75 para as mulheres. Logo, por que passar tanto tempo sem aprender coisas novas.

Executivos Vendas Experientes

Hoje, a competição profissional mostra um número enorme de jovens ocupando oportunidade que antes eram dadas aos mais experientes, quando estes eram mais jovens.

Avalio que a explicação é de que a maioria dos jovens está aprendendo melhor as mudanças que acontecem no cenário atual e muitos dos mais experientes pararam de aprender.

Por que só aprender só no primeiro 1/3 da vida (até os 20 e 30 anos de idade)? Por que não estar competitivo nos outros 2/3 (até os 60, 70, 80 anos de vida)?

Em vez de planejamento estratégico, devemos desenvolver um pensamento estratégico, ou melhor, um viver estratégico. A forma de desenvolver o pensamento também influencia.

O pensamento linear tem por principal característica a busca em simplificar a complexidade e explicar o todo pela análise das partes separadas. Sendo reducionista, resultando na perda da visão do todo e do resultado da interação das partes. Quando uma parte interage com a outra, as duas mudam.

Um exemplo drástico é a letra da música que diz “que quem atira também morre”.

Quando um casal se separa, existe sempre a pergunta: De quem foi a culpa? Qual parte errou? Quem acertou? Vamos analisar comportamento individualizado de cada parte, para avaliarmos onde está o erro.

Se não consigo novas oportunidades, quem errou? Eu ou o mercado. Eu não. O mercado errou. As empresas erraram! Será?

O pensamento sistêmico busca analisar o sistema como um todo, que muda continuadamente. Uma parte interage com a outra. Logo as duas mudam. No momento seguinte, uma das partes, que já não é a mesma, pois reagiu de acordo com a ação inicial, gera uma ação, que é recebida em um contexto diferente do primeiro movimento. E o resultado deste cenário que se modifica constantemente é dinâmico.

Voltando para o exemplo do casal que se separa, não deveria haver apenas a pergunta de quem errou. Normalmente, não existe culpa. Existe um resultado, um feedback do contexto. Existe um casamento, contexto, que foi se desgastando por causa da interação entre as partes.

E na vida profissional? Será que nos preparamos continuadamente para entender o mercado e mudá-lo. Não sendo mudado por ele?

A visualização deste cenário permite entender melhor e mais rapidamente as situações, permitindo mudar a forma de pensar que levou a elas. Aperfeiçoando as comunicações e as relações interpessoais. Aumentando a capacidade de tomar decisões relevantes ao contexto.

Devemos pensar em termos de conexões, que é o resultado das interações das partes, e não de eventos isolados das partes.

Já o pensamento complexo avalia que tudo está ligado a tudo. Que o mundo natural é composto de opostos ao mesmo tempo, individuais (lineares) e complementares (sistêmico). Toda ação gera feedback, que gera outras novas ações. Vivemos um círculo dinâmico de feedback, e não em linhas estáticas de causa e efeito imediato.

Temos responsabilidade em tudo o que influenciamos. Todo o sistema reage segundo a sua estrutura, de círculos contínuos de feedback. Logo uma parte não pode ser definida apenas em si mesma, mas em relação ao todo.

Concordo com Saint Exupéry, no livro clássico O Pequeno Príncipe, de ‘que somos responsáveis pelo que cativamos’.

Se não estamos em alta no mercado ou em nosso relacionamento é porque de alguma forma participamos do desenvolvimento desta situação. E através desta avaliação, passamos a participar do problema e da sua solução. Podemos fazer uma profunda avaliação e nos adaptarmos ao cenário, minimizando as deficiências e maximizando os pontos fortes.

É claro que esta avaliação não é absoluta para todos. Mas representa a realidade para muitos. Vamos colocar a mão na consciência e avaliar.

Ah, e um recado para a garotada.

A experiência, aliada à inovação não tem preço.

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Grande abraço,
Sergio Ricardo Rocha