Síndrome da Carminha Pode Arruinar Concurseiros – Nosso Artigo Publicado na Folha Dirigida

Muitas são as formas de se mensurar o sucesso de uma telenovela. O Ibope é um dos instrumentos de aferição da audiência. A presença constante dos nomes das personagens nas rodas de conversas é outro ótimo termômetro. Com a popularização da internet, as redes sociais também passaram a sinalizar o grau de adesão dos telespectadores à trama exibida na televisão. O capítulo de número 100 da novela Avenida Brasil, que foi ao ar na noite do último dia 19, levou a famosa frase da personagem Carminha (vivida por Adriana Esteves) às redes sociais: “é culpa da Rita!”, bradava ela.

O assunto virou trending topic no Twitter e imagens da vilã invadiram o Facebook, tornando-se um viral em poucas horas. Internautas inventaram, então, pretextos para colocar a responsabilidade de tudo que dava errado em suas vidas na conta da personagem de Débora Falabella. Surgiu, assim, a chamada ‘Síndrome de Carminha’, que nada mais é do que o comportamento clássico de transferir para outros pecados que, muitas das vezes, são próprios.

O fenômeno Carminha, que já migrou da TV Globo para as redes sociais, chamou a atenção até mesmo de especialistas. Virou tema de artigos. Um deles é de autoria de Sergio Ricardo Rocha, consultor empresarial, coach e palestrante, especializado em temas como Vendas e Carreira, Equipes de Alto Rendimento e Conquista de Resultados.

Em seu texto, com o intrigante título ‘Porque a Carminha não terá final feliz na novela Avenida Brasil?’, o autor lança mão da tese de que a personagem de Adriana Esteves fatalmente terminará mal, não necessariamente por ser vilã, como reza a regra dos folhetins, mas sim por transferir para outros – no caso, quase sempre para a dupla face Rita/Nina – a culpa por seus fracassos. Ao eximir-se de qualquer responsabilidade, afirma Sergio Ricardo, Carminha deixa de identificar e avaliar seus próprios erros. Suas falhas de estratégia. E não consegue ter uma leitura crítica do processo, nem fazer as correções que se apresentam necessárias em seus pérfidos planos.

Folha Dirigida

FOLHA DIRIGIDA foi atrás do especialista para aprofundar tal análise comportamental e, é claro, adaptá-la ao terreno não ficcional, e sim real, dos concursos públicos. E que fique bem claro: não há aqui qualquer intenção de traçar paralelos entre concurseiros e vilãs de novela; ou entre você, caro leitor ou leitora, e a terrível Carminha, criada pelo autor da novela, João Emanuel Carneiro. O objetivo é outro, bem claro e com propósito bem definido.

Aproveitar a leitura comportamental do perfil de uma personagem de televisão para tentar identificar e combater posturas que podem impedir pessoas reais de chegar ao objetivo traçado, lograr êxito. No caso dos candidatos de concurso, o desfecho desejado é a sonhada aprovação, com classificação na vaga pretendida. Convenhamos, objetivo muito mais nobre do que o foco sombrio da vilã da tv.

Fugir da responsabilidade anula capacidade de reação

“Atualmente, a Carminha é a maior figura da televisão brasileira. Vilã maldosa e figura engraçada. Não temos como não nos apaixonar por este conjunto. Os vilões charmosos sempre mexeram com o público. Mas uma observação atenta mostra um perfil comportamental comum no cotidiano de muitos de nós: é o que chamo de ‘Síndrome da Carminha’, que significa transferir a responsabilidade de tudo para todos. Você já sabe que tudo é culpa da Rita! Já virou até meme na internet. Se algo é difícil, põe logo a culpa na Rita. Se não consegue conquistar algo, é culpa na Rita!

Este padrão comportamental, quase sempre, é uma fuga para terceirizar para outros a responsabilidade de um problema. Quando o problema é do outro, a solução passa a ser dele também. Desta forma, não adianta fazermos nada, pois não há solução. Não deu certo, mas a culpa não é minha, é do outro. É um processo de defesa transferir a responsabilidade para fatores externos, que estão além do controle”, explica Sergio Ricardo que, com a clareza de quem profere palestras sobre a Conquista de Resultados, relaciona o comportamento descrito acima diretamente com o equívoco reproduzido por muitos concurseiros.

“A questão é que essa postura elimina a capacidade de vencer grandes desafios, pois só podemos mudar, ajustar e melhorar as nossas ações, sob o nosso controle. Atuo como Coach especializado em equipes de Alto Rendimento. E a cada dia fica mais claro que o fator comportamental faz a diferença para a realização de um objetivo. A forma como as pessoas reagem e enfrentam os problemas é determinante para o sucesso.

Trazendo agora para a realidade tratada aqui, que é a busca de um futuro melhor, através de uma aprovação em um concurso público, vamos analisar a ‘Síndrome da Carminha’ em nosso contexto. O desafio é grande. Ser aprovado em um concurso público em uma ótima colocação pede uma grande quantidade de estudos, organização e equilíbrio emocional. Perceba que dos três pontos citados, só um tem a ver com estudar o conteúdo. Os outros dois são comportamentais: saber se organizar: tempo de estudo, ordem das matérias, prioridades e equilíbrio emocional. E ter calma, acreditar em si e saber que com organização, terá tempo para tudo.”

Alguns candidatos, principalmente aqueles que vêm tentando há mais tempo passar numa seleção, apontam fatores externos para justificar a dificuldade de passar no concurso: excesso de rigor na prova, ineficiência dos professores dos cursinhos ou falta de apoio de família e amigos são alguns dos ‘culpados’. Mas quem pensar desta forma continuará não sendo aprovado, aposta ele.

“O vencedor tem que matar a bola no peito. Dizer: ‘a responsabilidade é minha. Sou responsável direto pelo sucesso ou pelo fracasso. Quero o sucesso e vou fazer o que for necessário’. Com este comprometimento, metade do caminho estará percorrido, ou melhor, metade da prova já estará feita”, conta Sergio Ricardo, que aponta um dos métodos utilizados por ele para ajudar as pessoas na organização de suas atividades. E na (re)programação de seus comportamentos. Um sistema válido para concurseiros.

Planejamento exige atenção à equação ‘foco+ação=resultados’

“Existe uma ferramenta muito usada no planejamento empresarial, que também é usada em processos de coaching, chamada planilha SWOT. Ela aborda quatro análises: pontos fortes, pontos a serem fortalecidos, oportunidades e ameaças. A verdadeira interpretação sobre a sua capacidade, conhecimentos, organização e comportamento permitirá que você avalie corretamente suas condições. Você é o ator principal da sua vida. Não aceite o papel de coadjuvante. Você não tem o direito de transferir para qualquer outra pessoa a sua chance de ser feliz. Muitos podem ajudar. Sem ajuda é muito difícil. Mas a responsabilidade principal é sua.

O processo de coaching colabora muito neste momento. Apresentando de forma bem resumida, ele busca que o cliente realize as seguintes análises: onde está, aonde quer chegar, quais seus pontos fortes que ajudarão na caminhada, como deve ser feito um plano de ação, como saber se está cumprindo o plano e partir para a ação. Usamos a expressão ‘foco+ação=resultados’. O plano e a sua checagem constante permitem avaliar durante a caminhada como está avançando para o objetivo. Se, em determinado momento não evoluiu, avalie e ajuste. Se estiver indo bem, aproveite e calibre um pouquinho mais, puxe mais, para aproveitar os acertos e ter maiores ganhos. O planejamento e a organização são fundamentais para o sucesso.”

O consultor afirma ter conhecido diversas ‘Carminhas’ em suas inúmeras palestras feitas nos últimos anos. Quase todas do ‘bem’, que fique bem claro. “Geralmente falo sobre sonhos e objetivos. E quando pergunto quem já os anotou no papel ou divulgou seus planos para a família e amigos, vejo que pouquíssimos levantam a mão. Na verdade, a maioria das pessoas tem sonhos descompromissados, sem plano de ação, prazo ou estratégias definidas. Muitos falam: ‘sou como o Zeca Pagodinho: deixo a vida me levar…’.

Certa vez, um dos participantes disse que seu objetivo era passar em um concurso público. Dentre as várias perguntas que fiz, questionei qual opinião da família e amigos sobre este objetivo. E ele me respondeu que ninguém sabia que estava fazendo cursinho preparatório. Todos pensavam que era uma pós-graduação. Quando perguntei a razão, ele me explicou que era porque se, por acaso, não passasse na prova, ninguém iria ridicularizá-lo. Neste momento ficou claro que o primeiro passo que ele devia dar era contar sua meta para todos. Desta forma, se comprometeria muito mais com seu projeto, que passaria a ser a sua preocupação central. Ele deveria passar por si próprio – e não devido ao medo da possível reação negativa ou zombaria dos outros”, pontua.

Sergio Ricardo, que faz sucesso nas redes sociais e mantém um site, reconhece nem sempre ser fácil assumir por completo as rédeas da própria vida. Afinal, quantas vezes aconselhamos pessoas com palavras que não usamos na nossa vida? Mas ele é, por vezes, radical em suas defesas. “Sobretudo na área de concursos, não existe fazer ‘mais ou menos’. Ou foca em um objetivo e parte para ação total ou não faz. Sempre damos pitaco na vida dos outros.

Na prática, direcionar a nossa própria não é fácil. Mas o foco é o que diferencia os vencedores daqueles que apenas tentaram, fizeram planos… Você jamais poderá ter um adversário mais forte ou cruel do que você mesmo. Desafie-se. Se estudar quatro horas hoje, estude cinco amanhã. Se não entendeu, estude mais. Pergunte. Se a prova é difícil, entenda que será difícil para todos. Se outros têm mais tempo para estudar, estude com mais atenção. Você pode tudo! Só tem que querer muito e agir. Mas cuidado com o que quer, pois você poderá conquistar. E terá que viver com isso. Só depende de você”, conclui.

E cuidado! A ‘Síndrome da Carminha’ pode se manifestar ainda de outra forma fatal, com horas e mais horas de aguda dependência televisiva, de prostração à frente da tv. Que tal diminuir o tempo dedicado à novela e aumentar o dos estudos? Dicas na mão, cabe a cada um escrever os próximos capítulos de sua própria história. E fazer por onde ter um final, certamente, mais feliz do que o reservado às vilãs da ficção. Que venha, então, para todos o sucesso plantado. A conquista mais do que merecida. A sonhada vaga da sua vida!

Este artigo foi publicado na Folha Dirigida, decorrente de uma entrevista gerada pelo interesse gerado por um artigo nosso, publicado aqui no site. Parabenizo o Jornalista Paulo Chico pela abordagem.

Clique no link abaixo e faça um download da página do jornal em pdf. Clique no texto abaixo “Folha Dirigida 07 Agosto – Página 21”

Folha Dirigida 07 Agosto – Página 21

.

 Por Paulo Chico – paulochico@folhadirigida.com.br

http://www.folhadirigida.com.br/fd/Satellite/concursos/noticias-Preparacao-2000011050612/%2527Sindrome-da-Carminha%2527-pode-arruinar-concurseiros-2000018683311-1400002102880

.

Leia um artigo sobre a Carminha e a transferência de culpa:
http://sergioricardorocha.com.br/porque-a-carminha-nao-tera-final-feliz-na-novela-avenida-brasil/

Convido você a ler um pouco sobre o Coaching:
http://sergioricardorocha.com.br/coaching-de-vendas/

Clique aqui para acessar o Treinamento Gratuito

.

Sergio Ricardo Rocha – Dr Vendas
Palestrante, Consultor e Coach

http://sergioricardorocha.com.br/
https://www.facebook.com/sergioricardorocha
https://www.facebook.com/drvendas

  • Marcelo

    Não concordo totalmente com o Autor deste texto, se acharmos que a Culpa não é do outro e sim nossa por nossos fracassos, estaremos isentando o outro de sua responsabilidade como todos somos passíveis de erro quem garante que não foi memso o fator externo que não nos impediu de atingir nosso resultado nossa meta.
    Fácil é isentar o outro de culpa, ou assumirmos nossa culpa, mas difícil é tirar uma análise do erro e julgar com sabedoria e ver se aquilo tem um lado pendente para o outro ou para nós mesmos a fim de se chegar à uma conclusão.
    Não existe meias verdades, ou verdade absoluta, existe opiniões subjetivas aonde o certo e o errado vão existir dependendo de cada um.
    Se um candidato vai super bem e passa significa que ele provou que o sistema estava coerente? ou ele pode ter estudado mais que o necessário capaz de ter superado a falha do sistema de avaliação?.
    Afinal quem garante que outros fatores são o certo e o errado de algo depende do ponto de vista, e claro devidamente preparado para poder contextar com embasamento.É o que penso podemos sim culpar o fator externo e podemos sim nos culparmos por fracassos, mas disso tudo o que se deve ter como lição é culpados ou não, a regra não se faz disso e sim do mais forte, se a Lei e Edital diz que é assim, raiva e conformismo não mudará nada, podemos achar culpados que não é errado é nosso ponto de vista como ser humano, mas devemos seguir adiante nos preparando mais.